Dentro da organização escolar, Santana (2005) aborda que, mesmo que apresentem papeis específicos, professores, diretores e funcionários devem agir coletivamente para que a inclusão escolar ocorra com eficácia. Nesse contexto, o professor que se depara com a necessidade de incluir um aluno em sua sala tem a necessidade de receber apoio e orientação extra, a fim de desenvolver seu trabalho com a maior eficácia possível. Dessa forma, os gestores garantem a busca por uma estabilidade maior dentro do processo. Sobre isso, Sage afirma:
O diretor deve ser o principal revigorador do comportamento do professor que demonstra pensamentos e ações cooperativas a serviço da inclusão. É comum que os professores temam inovação e assumam riscos que sejam encarados de forma negativa e com desconfiança pelos pares que estão aferrados aos modelos tradicionais. O diretor é de fundamental importância na superação dessas barreiras previsíveis e pode fazê-lo através de palavras e ações adequadas que reforçam o apoio aos professores. (SAGE, 1999, p. 138)
A preparação da equipe escolar para compartilhar saberes e receber o aluno incluído é fundamental para o sucesso da inclusão. Aqui, é necessário ressaltar que uma escola inclusiva é uma escola para todos, preocupada com as especificidades de cada aluno, e não apenas aqueles que apresentam algum tipo de deficiência.
Referências para que você leia mais sobre o assunto:
SANT’ANA, Izabella M. Educação inclusiva: concepções de professores e diretores. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 2, p. 227-234, maio/ago., 2005
SAGE, Daniel D. Estratégias administrativas para a realização do ensino inclusivo.In: Stainback, Susan; Stainback William (Orgs.). Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

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