segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Resultados da Pesquisa



Durante o trabalho foi realizada uma pesquisa com 10 perguntas (que estão nas imagens) de campo onde 21 pessoas responderam a pesquisa de fora virtual. Abaixo você pode conferir gráficos com os dados que encontramos.
"Identificou-se que mais da metade do público total de respondentes possuem alguma formação específica, em pós-graduação ou extensão, para atendimento de alunos com deficiência.
Com relação ao tempo de atuação, mais de 70% possuem  5 anos ou mais de atuação docente, sendo que 47,6% possuem mais de 10 anos. Em suma, a grande maioria dos respondentes possuem ampla formação acadêmica e extensa experiência na área, o que será válido para a análise dos demais pilares.
O segundo pilar, atuação, identificou, que apesar da grande experiência e formação destacados anteriormente, mais de 60% dos respondentes não se sentem preparados para receber alunos com deficiência intelectual e incluí-los na rede regular de ensino, ainda que 19% dos respondentes nunca tenha atuado junto a este público.
Quando questionados sobre “quais os saberes necessários para a atuação na educação inclusiva”, notou-se que algumas respostas sobressaíram-se, como por exemplo: “entender mais sobre a deficiência, suas possibilidades e limitações” e “Formação específica, adequada e continuada” estiveram várias vezes entre as respostas. Salientamos ainda que, entender as potencialidades dos alunos e   que cada indivíduo é único e capaz de avançar em suas potencialidades, também estiveram entre as respostas enviadas, o que demonstra que os profissionais entendem o seu papel diante do processo de aprendizagem do aluno com deficiência e como, ele, e também a família, são essenciais para o desenvolvimento de uma educação inclusiva efetiva.
O pilar percepção abordou somente aqueles 17 respondentes que não atuam ou atuaram com algum aluno com deficiência.
Neste momento buscou-se identificar suas percepções junto a atuação com alunos com deficiência intelectual. Nota-se que apesar de anteriormente mais de 60% não se sentirem preparados para a atuação com um aluno deficiente intelectual, 94,1% sentem-se desafiados em sua atuação, e para quase a metade dos respondentes o sentimento que aflora e de curiosidade e de igualdade. Por outro lado, alguns responderam que sentem, incapacidade, resistência, ansiedade  e medo,  12%, 6%, 29% e 18% respectivamente.
Com relação ao papel da família no processo de inclusão do aluno com deficiência intelectual, todos foram afirmaram que este é fundamental para que o processo de inclusão ocorra de forma plena, o que reafirma o referencial teórico pesquisado, uma vez que a troca de informações entre família e escola permite que o processo de inclusão sejam conduzido de forma a atender as necessidades específicas daquele aluno.
A próxima pergunta realizada buscou identificar exatamente esta situação, ou seja, a extensão da adaptação realizada. Neste sentido observou-se que 76,4% dos respondentes afirmaram que a adaptação é de moderada a total, e apenas 1 respondente afirmou não realizar nenhuma adaptação para o aluno com deficiência intelectual, sendo que o aluno apenas acompanha o conteúdo com os demais colega.
Por fim, o último pilar tratou exclusivamente das adaptações realizadas. Utilização de situações do cotidiano do aluno e que sejam significativas para os alunos foi a adaptação que todos os respondentes afirmaram utilizar. Utilização de materiais concretos também foi uma adaptação muito utilizada com 93,8% de respondentes utilizando-os. Comunicação alternativa e vivências corporais tiveram 56, 3% e 43,8% de utilização respectivamente. Arteterapia, música e atividades nas docências compartilhadas foram citadas por apenas um docente.

Apesar das respostas acima, 15 dos 16 respondentes finais entenderam que estas adaptações são suficientes para atender as necessidades dos alunos apenas em parte, pois em muitos casos há falta de recursos para um atendimento mais completo, mas o que mais impede uma adaptação e acompanhamento mais adequado deste alunos é a falta de tempo do docente, visto necessita acompanhar o desenvolvimento de toda a turma, e na maioria dos casos não há o acompanhamento de um monitor para a auxílio mais próximo ao aluno com deficiência intelectual. Outro ponto importante que se destaca nas respostas, é que a adaptação nem sempre é efetiva, pois falta apoio dos demais integrantes do sistema, como expresso na resposta “Algumas famílias dos outros alunos nem sempre compreendem a importância da inclusão”.

Analisando o ponto central desta pesquisa, que é a percepção da educação inclusiva, pode-se concluir que apesar de atualmente os professores que atuam junto ao público de deficientes intelectuais possuir formação adequada e experiência na docência, ainda há muito o que evoluir para que o processo de inclusão ocorre de maneira completa, muito pelo contexto em que o professor está inserido, como por exemplo, falta de tempo para uma atenção mais especial à estes alunos, escassez de recursos financeiros, não permitindo adaptações mais completas, e falta de apoio da família e da comunidade escolar.

Desta-se também neste contexto que, quanto melhor preparado tecnicamente com formação que permita conhecimentos específicos sobre a deficiência intelectual, mas fácil será o processo de adaptação destes alunos e menor será o sentimento de incapacidade dos docentes frente a este público."

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Tecnologia, currículo e projeto


Aos diversos grupos da turma foi requisitado a leitura do livro: Tecnologia, currículo e projeto aonde cada um foi encarregado de apresentar os fatos relevantes de um capítulo para os demais colegas, na aula do dia 06/11/2017 foram apresentados e discutidos os primeiros capítulos.
O grupo encarregado pelo capítulo 1.1 Pedagogia de Projetos destacou a importância do aluno aprender fazendo, levantando suas próprias dúvidas, reconhecendo a sua autoria naquilo que produz, tome decisões, trabalhe em grupo e desenvolva competências para trabalhar com seu par. Ao mesmo tempo o papel do professor é mediar esta tarefa ouvindo, questionando e orientando os educandos.
Já o grupo 1.2 Aprender com vídeo e câmera destacou que as mídias auxiliam o professor para uma aula mais dinâmica e lúdica, porém não substituem o professor precisando que a proposta a ser realizada tenha uma finalidade educativa e não como somente um entretenimento para os discentes, para isso o professor precisa de um conhecimento das novas tecnologias e como utilizá-la em sala de aula.
Mas também, o grupo 1.3 Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador destaca que o uso da tecnologia em sala de aula tem de ter um significado para usá-lo, é preciso que o professor se atualize para que a aula não fique “ultrapassada” e gere o interesse do aluno.

Entretanto o grupo 1.4 Revalorização dos livros diante de novas mídias destaca que a educação/ensino tem a ver com o aprimoramento das pessoas para a vida em sociedade, os livros eram os mais importantes instrumentos para a transmissão da comunicação científica e que os profes devem selecionar criticamente os meios comunicacionais a internet e as novas mídias apresentam uma maneira mais ágil de pesquisa, porém não se deve esquecer dos livros que possuem inúmeros conhecimentos que devem ser valorizados.

Escola Especial ou Escola Comum?


Percebe-se que em algumas instituições ainda existe uma certa dúvida para acolher os alunos da escola especial, como no texto a gestão da instituição mencionada sente-se ainda muito insegura em partes, pois alguns docentes não se sentem preparados para acolher alunos com necessidades, outros estão dispostos a encarar a proposta, pois seria um novo desafio não só a eles como também para os alunos.

Entende-se que para poder mudar essa insegurança, é preciso ter sim uma forma de ajudar os professores a se prepararem para esse tipo de acolhimento, porem não adianta arranjar desculpa para não inserir o aluno especial, isso só mostra o quanto o docente não tem amor pelo o que faz, quem quer arruma um jeito, se vira nos trinta, porem aceita o aluno como sendo normal, pois o modo como você irá trabalhar com essa criança vai se adaptando aos poucos, não precisa ser de primeira, até porque ninguém nasceu sabendo de tudo.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Autismo: como lidar com as crises

Nessa matéria podemos ler sobre as crises que os autistas possuem e como pais lidam com essa situação. Leia mais aqui.


Adaptação de material e diversificação da metodologia de ensino

O profissional de apoio ou especialista deve reunir-se com o professor tendo o objetivo de verificar a acessibilidade de materiais e conteúdos a todas as crianças do grupo. A verificação deve ser feita para ver se o conteúdo está legível a leitura de um deficiente visual como por exemplo.

O especialista de apoio poderá auxiliar o professor visando diversificar suas metodologias, como por exemplo usando atividades individuais e coletivas que permitam aos alunos oferecer contribuições. A forma com que o professor emprega por vez deverá ser modificada para que haja a compreensão e participação dos alunos, é possível ainda que os docentes dividam as tarefas passo a passo assim deixando-as mais simples e compreensíveis.
Leia mais aqui.

Resumo do texto Revalorização do Livro

Texto: Revalorização do livro diante das novas mídias- Veículos e linguagens do mundo contemporâneo: A educação do leitor para as encruzilhadas da mídia.

Resumo:
Por anos, os livros foram os meios de transmissão do conhecimento científico mais utilizados, os quais eram fundamentais nas escolas. Porém, com a chegada dos meios de comunicação em massa (televisão, internet, cinema, etc), isso mudou.
Segundo o autor, a educação e consequentemente também o ensino tem a ver com o aprimoramento das pessoas para a vida em sociedade, ou seja, os alunos são apresentados a uma série de conteúdos e a partir disso desenvolvem competências, atitudes, valores, posicionamentos se tornando cidadãos e dando novos rumos para a educação e sociedade.
Percebe-se então, que os meios de comunicação vêm evoluindo a cada instante chegando aos nossos sentidos de variadas formas, visando diálogos e interações, movimentando ideias, havendo interlocuções entre os indivíduos e influenciando a vida das pessoas.
Desta forma, estas mudanças no universo da mídia chegaram até as escolas e tornaram mais amplo e significativo o conceito de alfabetização e letramento. Porém, é necessário que os educadores levem em consideração a potencialidade de todas as mídias existentes na sociedade, não deixando que algumas destas mídias se apaguem e outras se sobressaiam durante o processo de ensino e aprendizagem. Sendo assim, cabe a escola e aos educadores selecionarem criticamente os meios de comunicação percebendo o conteúdo a ser trabalhando e justificando a escolha da mídia pensando na aprendizagem do educando e no seu desenvolvimento.
No entanto, refletindo na realidade da educação brasileira, levando em conta também toda a situação política do país, que de governo em governo não mostra perspectiva de melhora e maior investimento na educação, ainda existem alguns desafios e carências para que se chegue a uma educação e uma vivência midiática autêntica em nossas escolas. Um destes desafios são os próprios meios midiáticos dentro das escolas, os quais, são poucos, e quando existem e quebram, ficam meses escanteados esperando manutenção ou conserto. Sendo assim, muitas vezes o ensino se reduz apenas a livros e textos orais e escritos. Outro desafio são as salas que não estão preparadas para receber estes recursos e principalmente a formação / atualização de professores para trabalhar com estas mídias, uma vez que muitos deles não sabem manejar os recursos e não se atualizam, permanecendo apenas e unicamente no livro didático e na teoria tecnicista.
Ainda como desafio, percebe-se que é mais fácil e prático a produção de um lápis e um caderno, a impressão de livros e construção de uma biblioteca na escola. Pensando mais adiante, a construção de uma sala de projeção, um ateliê de pintura, laboratórios e teatros precisaria de uma mudança arquitetônica considerável nas escolas, bem como, um amplo investimento para que sejam adquiridos materiais e seja feita esta reorganização. Infelizmente, as escolas permanecem praticamente iguais em sua estrutura e organização desde que começaram a existir e estes recursos midiáticos, ao invés de serem vistos como imprescindíveis para a educação, acabam por serem considerados como supérfluos e superluxuosos dentro do espaço escolar. Diante disso, continuam as gambiarras arquitetônicas nas escolas, as quais, a fim de atender políticas impostas, acabam por seguir modismos tecnológicos sem o devido preparo dos professores.
Entende-se então, que os recursos midiáticos são de extrema importância para a alfabetização dos alunos, porém, não deve-se passar para um segundo plano a linguagem e comunicação escrita, uma vez que esta também é muito importante para a aprendizagem. Desta forma, cabe a escola mesclar ambas as formas de comunicação em favor do desenvolvimento de competências dos alunos, decidindo criticamente qual linguagem e comunicação será utilizada para o melhor aprendizado e compreensão dos conteúdos.
Vale também salientar que os educadores devem orientar seus alunos de que a interação excessiva com mídias virtuais pode causar isolamento, solidão, exclusão social, e o indivíduo pode acabar “esquecendo-se” do mundo real e da interação entre seres de carne e osso, neurotizando-se e auto excluindo-se. No entanto, este excesso de informações, faz com que não saibamos selecionar o que é realmente relevante em nossas vidas. Sendo assim, esta orientação aos alunos também é importante, uma vez que eles devem ser orientados a não acreditar em tudo o que ouvem e veem, pois nem sempre estas fontes são confiáveis. Devem, acima de tudo, serem orientados a ter um olhar crítico e sábio diante destas inúmeras informações.


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A União entre professores regulares e especialistas: Faz a diferença !


Comentário de uma professora do ensino básico, após três anos de trabalho em colaboração com professore(a)s especialistas Os professores de apoio entravam na sala e funcionavam como uma equipe de apoio ao trabalho que nós professore(a)s desenvolvíamos. Por exemplo, quando a atividade era muito longa para David (aluno com deficiência mental), o fonoaudiólogo continuava nosso trabalho na sala de apoio. O David tinha uma hora com o fonoaudiólogo e uma hora com a professora de educação especial e às cinco horas restantes de linguagem cabia a mim ministrá-las na sala de aula. Elas prestavam um serviço de reforço, de continuidade do trabalho que eu realizava, ou de antecipação das tarefas que estavam por ser realizadas. Eu dizia aos profissionais: “Estou trabalhando isso com David, você pode me ajudar?” E a professora de apoio me trazia manuais, transparências e outros materiais ou idéias para eu aplicar nas atividades de ensino às necessidades de David. Aprendemos que mais importante que um frio relatório por escrito é a conversa direta com os profissionais e que é necessário construir em conjunto aquilo que devemos fazer para que as crianças aprendam. Além disso, entendi que as orientações nos servem também para atender às outras crianças. De fato, este é um aspecto em que coincidimos, a maioria dos professor(a)e(a)s desta escola. Como resultado de nossa experiência, ampliamos nossos conhecimentos e melhoramos nossas práticas. As estratégias que apliquei com David me serviram para ajudar na aprendizagem de outros aluno(a)s de minha classe.
Leia mais sobre o assunto clicando aqui

Reunião gerais e Visitas à sala de aula

  


Em geral a reunião não serve para oferecer aos pais um conhecimento pormenorizado de seus filhos. Porque tem como função mais comum abordar os objetivos gerais da escola e organizar os pais em atividades diversas. E numa escola inclusiva a reunião pode servir de base para preparar os pais para apoiarem seu filho de forma mais afetiva.


As visitas em sala de aula consistem em permitir que os pais assistam aulas com seus filhos, apoiem as aulas e possam conhecer mais de perto a metodologia que está sendo utilizada com seus filhos, a qual normalmente, não é a mesma utilizada em sua época de estudante.

Fonte para pesquisa: Adaptado do Material Necessidades Especiais na

Aula. Unidade 4.8. Reuniões de pais. UNESCO, 1993


Agenda e Boletim




É um instrumento de comunicação e um método muito difundido e permite registrar diariamente os acontecimentos mais importantes. A criança leva e traz essa caderneta todos os dias o que permite dar informação sobre as dificuldades, problemas de saúde, tarefas e trabalhos etc...

Os boletins escritos sobre o progresso dos alunos oferecem informações sobre a performance do aluno (progresso e fracasso) em cada disciplina. O boletim ajuda a família a identificar quais as disciplinas nas quais os estudantes encontram maiores barreiras para aprender e consequentemente indicam em que área a criança precisa de maior apoio.


Fonte para pesquisa: Adaptado do Material Necessidades Especiais na

Aula. Unidade 4.8. Reuniões de pais. UNESCO, 1993



Entrevistas pessoais



Trata-se de encontros individuais que o professor tem com os pais e mães no início do ano ou da vida escolar e que mais adiante servem para informar sobre algumas situações pontuais que se reflete na vida escolar, que permitem ao professor ouvir a opinião dos pais a respeito do processo que está sendo vivenciado por seu filho.  



Fonte para pesquisa: Adaptado do Material Necessidades Especiais na

Aula. Unidade 4.8. Reuniões de pais. UNESCO, 1993



Comunicação entre a escola e a família


É importante estabelecer um contato regular, ter boas relações entre pais e professores que possa contribuir para que os seus filhos progridam em seus estudos.

E por outro lado, os docentes devem preocupar – se em manter os pais informados sobre o que está acontecendo na escola, pois os métodos de ensino com os avanços e as dificuldades dos estudantes progridam, pois, os pais devem manter-se em comunicação constante com a escola para ver o rendimento do seu filho na escola.

Fonte para pesquisa: Adaptado do Material Necessidades Especiais na

Aula. Unidade 4.8. Reuniões de pais. UNESCO, 1993


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Deficiência Intelectual: conceito, principais características e formas de atuação


Nomenclatura:
  • Nos primórdios da deficiência: o Deficiente Intelectual era chamado de idiota, imbecil e débil;
  • No modelo médico-clínico:  passou-se a adotar termos como retardo mental e atraso mental.
  • Atualmente:  termo utilizado é deficiência intelectual.
O que é a deficiência intelectual?
  • O DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Perturbações Mentais), o diagnóstico da deficiência cognitiva considera que o desempenho intelectual do indivíduo é inferior a 70 em teste de QI, classificando-os em níveis: leve, moderada, grave (severa) e profunda;
  • Quanto maior/grave é a deficiência -> menor a independência, maior a necessidade de recursos, apoio e serviços;
  • Classificações: irrelevantes do ponto de vista pedagógico e social- pessoa com deficiência intelectual pode apresentar várias habilidades sociais e QI baixo;
  • Limitações tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo e em habilidades conceituais, práticas e sociais;
  • Tem início antes dos 18 anos;
  • Tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas;
  • Apresentam dificuldades na resolução de problemas, na compreensão de termos abstratos, nas relações sociais e até mesmo em realizar atividades cotidianas;
  • Não tem cura e pode ter origem pré, peri e pós-natal.
É necessário...
  • Analisar o histórico de vida da pessoa;
  • Questionar se houve estímulos durante a infância;
  • Avaliar se a família é acolhedora e incentivadora;
  • Se tem atendimento interdisciplinar: médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais;
No viés pedagógico...
  • Pode apresentar diferenças nas áreas motora, cognitiva, comunicação e socioeducacional;
Sendo assim, Glat também enfatiza que,
Não há uma única forma de atender às necessidades educacionais de todos os alunos com deficiência, isto é, não há um programa padrão, uma única oferta de serviço, um único local onde a educação seja oferecida e um currículo único (2009)
  • Apenas com o diagnóstico não é possível definir o nível de dificuldade que o aluno enfrentará na escola;
  • Cabe ao professor: ter uma rotina, observar detalhes e utilizar recursos concretos e/ou visuais e potencializar o aprendizado;


Referências para você aprender mais sobre isso:
GLAT, R.PLETSCH, M.D. Plano de Desenvolvimento Psicoeducacional Individualizado (PDPI): Uma estratégia para favorecer o atendimento educacional especializado de alunos com deficiência mental/intelectual matriculados na Escola Especializada Favo de Mel. Palestra proferida na FAETEC. 2009


Você também pode assistir a esse vídeo para complementar à esse post e agregar ainda mais conhecimento!



Escola e Família


Independente do aluno que está no centro do processo educacional, a cooperação e o bom relacionamento entre escola e famílias tem como finalidade principal melhorar a educação da criança e fornecer maior apoio no decorrer de suas aprendizagens.
A escola tem a função de acolher as famílias, oferecendo o apoio necessário para que haja sucesso na inclusão. Além disso, conforme Pacheco (2007, p. 59), “a colaboração entre lar e escola precisa começar bem antes de os alunos serem apresentados à escola e ser constante durante a sua educação escolar”. Assim, os profissionais que atuam na escola, bem como os que atendem o aluno com deficiência (psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicopedagogos), devem estar em constante diálogo a respeito das evoluções do aluno e suas necessidades, havendo um trabalho em conjunto.
Além disso, a família e o próprio aluno devem querer que a referida inclusão aconteça, pois em alguns casos, ambos sentem-se desconfortáveis ou ainda não estão preparados para que este processo ocorra. Este momento familiar deve ser respeitado, por ser uma decisão da família.
A escola inclusiva está aberta a todos, buscando a garantia de igualdade de oportunidades para todos. No entanto, pouco vale para a inclusão se a escola aceita as diferenças, mas a comunidade não. Assim, é fundamental a criação de dispositivos de comunicação entre a comunidade e a escola e a elaboração de tempo para reflexão sobre a prática desenvolvida, para que escola e comunidade possam receber, acolher e incluir este aluno de forma integral.

Referência para se inteirar ainda mais sobre isso:
PACHECO, José. Caminhos para a inclusão: um guia para o aprimoramento escolar. Porto Alegre: Artmed, 2007.


Número de alunos inclusos nos últimos anos

Aumenta mais de 6 vezes o número de alunos com deficiência nas escolas brasileiras. Leia mais sobre essa notícia boa aqui.

O papel da gestão escolar




A Educação Inclusiva, em sua proposta, tem como principal objetivo a aceitação e o reconhecimento da diversidade. Para essa aceitação, faz-se necessário que a escola se reestruture e se reorganize, quebrando algumas barreiras físicas e sociais, a fim de construir uma comunidade inclusiva que engloba o planejamento e  desenvolva um currículo dentro das potencialidades dos alunos, respeitando-o como um ser que tem suas dificuldades, porém é capaz de aprender, construir conhecimentos e desenvolver habilidades.
Dentro da organização escolar, Santana (2005) aborda que, mesmo que apresentem papeis específicos, professores, diretores e funcionários devem agir coletivamente para que a inclusão escolar ocorra com eficácia. Nesse contexto, o professor que se depara com a necessidade de incluir um aluno em sua sala tem a necessidade de receber apoio e orientação extra, a fim de desenvolver seu trabalho com a maior eficácia possível. Dessa forma, os gestores garantem a busca por uma estabilidade maior dentro do processo. Sobre isso, Sage afirma:

O diretor deve ser o principal revigorador do comportamento do professor que demonstra pensamentos e ações cooperativas a serviço da inclusão. É comum que os professores temam inovação e assumam riscos que sejam encarados de forma negativa e com desconfiança pelos pares que estão aferrados aos modelos tradicionais. O diretor é de fundamental importância na superação dessas barreiras previsíveis e pode fazê-lo através de palavras e ações adequadas que reforçam o apoio aos professores. (SAGE, 1999, p. 138)
A preparação da equipe escolar para compartilhar saberes e receber o aluno incluído é fundamental para o sucesso da inclusão. Aqui, é necessário ressaltar que uma escola inclusiva é uma escola para todos, preocupada com as especificidades de cada aluno, e não apenas aqueles que apresentam algum tipo de deficiência.


Referências para que você leia mais sobre o assunto:
SANT’ANA, Izabella M. Educação inclusiva: concepções de professores e diretores. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 2, p. 227-234, maio/ago., 2005


SAGE, Daniel D. Estratégias administrativas para a realização do ensino inclusivo.In: Stainback, Susan; Stainback William (Orgs.). Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.



Formação do professor para a inclusão

Sabemos que a inclusão é uma realidade que veio pra ficar quer o professor queira ou não. Mas como fazer valer essa inclusão? Assista mais sobre esse assunto aqui.

Cresce a quantidade de alunos com síndrome de Down nas escolas

A matéria do G1 conta como está mudando a visão sobre alunos de inclusão nas escolas atualmente. Leia mais aqui

Formação dos professores


A inclusão de crianças com Deficiência Intelectual na escola regular já não é novidade. Ela é garantida por lei, porém muitas vezes os professores ainda sentem-se despreparados e receosos para auxiliar os alunos e as famílias no seu processo de inclusão.
A legislação brasileira prevê que todos os cursos de formação de professores, desde o magistério a licenciatura devem capacitá-los para receber, em suas salas de aulas, alunos com ou sem necessidades especiais. Porém ainda há a pergunta: será que na prática os professores estão realmente preparados?
De acordo com o Siems (2010), a preocupação com a formação dos professores voltada para a educação inclusiva é muito recente e por esse motivo, muitos educadores ainda se sentem despreparados para receber esse aluno. Além disso, muito além da teoria, a falta de vivências com crianças com necessidades especiais também amedronta os professores.
Por outro lado, há aqueles professores que abraçam o desafio com o coração, buscam especializar-se, aprofundar seus conhecimentos, para atender o seu aluno e sua família da melhor forma possível. Nesse contexto, conforme González (2002), o professor possui a tarefa de mediador, para que toda a atividade realizada com seus alunos seja significativa, estimulando as potencialidades de seus alunos, num trabalho que envolve também  a cooperação.
Ser educador não é tarefa fácil e a formação continuada é um desafio que deve estar presente na vida de todo o professor… com os profissionais da educação inclusiva não pode ser diferente!


Referências para que você aprofunde suas pesquisas:
TORRES GONZÁLEZ, José Antonio. Educação e diversidade: bases didáticas e organizativas. Porto Alegre: Artmed, 2002.

SIEMS MER. Educação especial em tempos de educação inclusiva: identidade docente em questão. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.