terça-feira, 31 de outubro de 2017

Deficiência Intelectual: conceito, principais características e formas de atuação


Nomenclatura:
  • Nos primórdios da deficiência: o Deficiente Intelectual era chamado de idiota, imbecil e débil;
  • No modelo médico-clínico:  passou-se a adotar termos como retardo mental e atraso mental.
  • Atualmente:  termo utilizado é deficiência intelectual.
O que é a deficiência intelectual?
  • O DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Perturbações Mentais), o diagnóstico da deficiência cognitiva considera que o desempenho intelectual do indivíduo é inferior a 70 em teste de QI, classificando-os em níveis: leve, moderada, grave (severa) e profunda;
  • Quanto maior/grave é a deficiência -> menor a independência, maior a necessidade de recursos, apoio e serviços;
  • Classificações: irrelevantes do ponto de vista pedagógico e social- pessoa com deficiência intelectual pode apresentar várias habilidades sociais e QI baixo;
  • Limitações tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo e em habilidades conceituais, práticas e sociais;
  • Tem início antes dos 18 anos;
  • Tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas;
  • Apresentam dificuldades na resolução de problemas, na compreensão de termos abstratos, nas relações sociais e até mesmo em realizar atividades cotidianas;
  • Não tem cura e pode ter origem pré, peri e pós-natal.
É necessário...
  • Analisar o histórico de vida da pessoa;
  • Questionar se houve estímulos durante a infância;
  • Avaliar se a família é acolhedora e incentivadora;
  • Se tem atendimento interdisciplinar: médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais;
No viés pedagógico...
  • Pode apresentar diferenças nas áreas motora, cognitiva, comunicação e socioeducacional;
Sendo assim, Glat também enfatiza que,
Não há uma única forma de atender às necessidades educacionais de todos os alunos com deficiência, isto é, não há um programa padrão, uma única oferta de serviço, um único local onde a educação seja oferecida e um currículo único (2009)
  • Apenas com o diagnóstico não é possível definir o nível de dificuldade que o aluno enfrentará na escola;
  • Cabe ao professor: ter uma rotina, observar detalhes e utilizar recursos concretos e/ou visuais e potencializar o aprendizado;


Referências para você aprender mais sobre isso:
GLAT, R.PLETSCH, M.D. Plano de Desenvolvimento Psicoeducacional Individualizado (PDPI): Uma estratégia para favorecer o atendimento educacional especializado de alunos com deficiência mental/intelectual matriculados na Escola Especializada Favo de Mel. Palestra proferida na FAETEC. 2009


Você também pode assistir a esse vídeo para complementar à esse post e agregar ainda mais conhecimento!



Escola e Família


Independente do aluno que está no centro do processo educacional, a cooperação e o bom relacionamento entre escola e famílias tem como finalidade principal melhorar a educação da criança e fornecer maior apoio no decorrer de suas aprendizagens.
A escola tem a função de acolher as famílias, oferecendo o apoio necessário para que haja sucesso na inclusão. Além disso, conforme Pacheco (2007, p. 59), “a colaboração entre lar e escola precisa começar bem antes de os alunos serem apresentados à escola e ser constante durante a sua educação escolar”. Assim, os profissionais que atuam na escola, bem como os que atendem o aluno com deficiência (psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicopedagogos), devem estar em constante diálogo a respeito das evoluções do aluno e suas necessidades, havendo um trabalho em conjunto.
Além disso, a família e o próprio aluno devem querer que a referida inclusão aconteça, pois em alguns casos, ambos sentem-se desconfortáveis ou ainda não estão preparados para que este processo ocorra. Este momento familiar deve ser respeitado, por ser uma decisão da família.
A escola inclusiva está aberta a todos, buscando a garantia de igualdade de oportunidades para todos. No entanto, pouco vale para a inclusão se a escola aceita as diferenças, mas a comunidade não. Assim, é fundamental a criação de dispositivos de comunicação entre a comunidade e a escola e a elaboração de tempo para reflexão sobre a prática desenvolvida, para que escola e comunidade possam receber, acolher e incluir este aluno de forma integral.

Referência para se inteirar ainda mais sobre isso:
PACHECO, José. Caminhos para a inclusão: um guia para o aprimoramento escolar. Porto Alegre: Artmed, 2007.


Número de alunos inclusos nos últimos anos

Aumenta mais de 6 vezes o número de alunos com deficiência nas escolas brasileiras. Leia mais sobre essa notícia boa aqui.

O papel da gestão escolar




A Educação Inclusiva, em sua proposta, tem como principal objetivo a aceitação e o reconhecimento da diversidade. Para essa aceitação, faz-se necessário que a escola se reestruture e se reorganize, quebrando algumas barreiras físicas e sociais, a fim de construir uma comunidade inclusiva que engloba o planejamento e  desenvolva um currículo dentro das potencialidades dos alunos, respeitando-o como um ser que tem suas dificuldades, porém é capaz de aprender, construir conhecimentos e desenvolver habilidades.
Dentro da organização escolar, Santana (2005) aborda que, mesmo que apresentem papeis específicos, professores, diretores e funcionários devem agir coletivamente para que a inclusão escolar ocorra com eficácia. Nesse contexto, o professor que se depara com a necessidade de incluir um aluno em sua sala tem a necessidade de receber apoio e orientação extra, a fim de desenvolver seu trabalho com a maior eficácia possível. Dessa forma, os gestores garantem a busca por uma estabilidade maior dentro do processo. Sobre isso, Sage afirma:

O diretor deve ser o principal revigorador do comportamento do professor que demonstra pensamentos e ações cooperativas a serviço da inclusão. É comum que os professores temam inovação e assumam riscos que sejam encarados de forma negativa e com desconfiança pelos pares que estão aferrados aos modelos tradicionais. O diretor é de fundamental importância na superação dessas barreiras previsíveis e pode fazê-lo através de palavras e ações adequadas que reforçam o apoio aos professores. (SAGE, 1999, p. 138)
A preparação da equipe escolar para compartilhar saberes e receber o aluno incluído é fundamental para o sucesso da inclusão. Aqui, é necessário ressaltar que uma escola inclusiva é uma escola para todos, preocupada com as especificidades de cada aluno, e não apenas aqueles que apresentam algum tipo de deficiência.


Referências para que você leia mais sobre o assunto:
SANT’ANA, Izabella M. Educação inclusiva: concepções de professores e diretores. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 2, p. 227-234, maio/ago., 2005


SAGE, Daniel D. Estratégias administrativas para a realização do ensino inclusivo.In: Stainback, Susan; Stainback William (Orgs.). Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.



Formação do professor para a inclusão

Sabemos que a inclusão é uma realidade que veio pra ficar quer o professor queira ou não. Mas como fazer valer essa inclusão? Assista mais sobre esse assunto aqui.

Cresce a quantidade de alunos com síndrome de Down nas escolas

A matéria do G1 conta como está mudando a visão sobre alunos de inclusão nas escolas atualmente. Leia mais aqui

Formação dos professores


A inclusão de crianças com Deficiência Intelectual na escola regular já não é novidade. Ela é garantida por lei, porém muitas vezes os professores ainda sentem-se despreparados e receosos para auxiliar os alunos e as famílias no seu processo de inclusão.
A legislação brasileira prevê que todos os cursos de formação de professores, desde o magistério a licenciatura devem capacitá-los para receber, em suas salas de aulas, alunos com ou sem necessidades especiais. Porém ainda há a pergunta: será que na prática os professores estão realmente preparados?
De acordo com o Siems (2010), a preocupação com a formação dos professores voltada para a educação inclusiva é muito recente e por esse motivo, muitos educadores ainda se sentem despreparados para receber esse aluno. Além disso, muito além da teoria, a falta de vivências com crianças com necessidades especiais também amedronta os professores.
Por outro lado, há aqueles professores que abraçam o desafio com o coração, buscam especializar-se, aprofundar seus conhecimentos, para atender o seu aluno e sua família da melhor forma possível. Nesse contexto, conforme González (2002), o professor possui a tarefa de mediador, para que toda a atividade realizada com seus alunos seja significativa, estimulando as potencialidades de seus alunos, num trabalho que envolve também  a cooperação.
Ser educador não é tarefa fácil e a formação continuada é um desafio que deve estar presente na vida de todo o professor… com os profissionais da educação inclusiva não pode ser diferente!


Referências para que você aprofunde suas pesquisas:
TORRES GONZÁLEZ, José Antonio. Educação e diversidade: bases didáticas e organizativas. Porto Alegre: Artmed, 2002.

SIEMS MER. Educação especial em tempos de educação inclusiva: identidade docente em questão. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.


Aula para todos

Alunos e professores trabalham juntos para que estudantes com deficiência física e intelectual se sintam incluídos na aula de educação física. Veja mais clicando aqui!

Portador de deficiência?

No decorrer dos anos muitos nomes foram dados para se referir a uma pessoa com deficiência, foram chamados de portadores de deficiência, incapacitados, defeituosos, deficientes.
Entre muitos o mais utilizado deles foi “inválido” que leva a ser compreendido como inútil, pessoa sem valor. Houveram muitas evoluções nas leis que passaram a se preocupar com os direitos, igualdades e respeito ao ser humano.
Foi eliminado o termo “portador”, afinal a deficiência não é opcional e passou a ser considerado “pessoas com deficiência”.

Foram criadas inúmeras leis que apoiam a luta das pessoas com deficiência para a inclusão na sociedade.

Inclusão e Integração

A ideia de integração surgiu para derrubar a prática de exclusão social a que foram submetidas as pessoas deficientes por vários séculos. A exclusão ocorria em seu sentido total, ou seja, as pessoas com deficiência eram excluídas da sociedade para qualquer atividade porque antigamente elas eram consideradas inválidas, sem utilidade e incapazes para trabalhar, características atribuídas a todos que tivessem alguma deficiência.
Em 1990, aconteceu a Conferência Mundial sobre Educação para Todos. Através dessa conferência, que a partir de então toda criança tem o direito à educação e ao acesso aos conhecimentos. E que as escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras.
A inclusão é um processo de inserção da Pessoa com Necessidade Especiais no ensino regular, e faz parte do processo educacional, ou seja, pode ser definido como aquele que tem por objetivo incorporar física, cognitiva e socialmente as pessoas com deficiência, a fim de usufruírem dos bens socialmente produzidos, habilitando-as, oferecendo-lhes os instrumentos contemporâneos para o exercício da cidadania.
No âmbito escolar pode ser utilizado três elementos básicos como a inclusão temporal no qual pressupõe a preparação da criança e do ambiente para receber o aluno; inclusão instrucional que proporciona condições favoráveis na sala regular que facilitam o processo de aprendizagem; e por fim a inclusão social que refere-se ao relacionamento entre a criança com necessidades especiais e seus companheiros que não são Pessoas com Necessidades Especiais dentro do grupo escolar.
De acordo com Sassaki (1997, p.41) a inclusão social pode ser conceituada como o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade.
Portanto, a inclusão social é um processo que contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de pequenas e grandes transformações, nos ambientes físicos (espaços internos e externos, equipamentos, aparelhos e utensílios, mobiliário e meios de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas. Sendo assim as escolas devem se adequar de forma a eliminar barreiras físicas que possam impedir o acesso de Pessoas com Necessidades Especiais em seu interior e modificar seus métodos, quando se fizer necessário, para que seus serviços sejam oferecidos a todas as crianças.

DICA: você pode aprofundar os estudos sobre esse assunto no livro - SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1991.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O que diz a legislação a respeito da Educação Inclusiva?


Criou-se em julho de 1975 o decreto nº 72.425 que tinha como objetivo principal promover em todo o território nacional a expansão e melhoria do atendimento aos excepcionais.
Também, em 1961, foi promulgada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 4.024/61, com finalidade de lineamento  para a educação do país, a qual fazia uma menção tímida em relação aos direitos dos deficientes. No seu artigo 88, estabelecia que dentro do possível, os excepcionais deveriam  participar do sistema geral de educação estabelecendo que o estudante devia se adaptar ao ensino regular conforme o que estava planejado nas escolas, e no caso de não conseguir se adaptar, deveria preferencialmente participar do ensino especial.
No ano de 1971 é instituída a segunda Lei de Diretrizes e Bases- Lei nº 5.692. No Artigo 9º define tratamento especial para os estudantes com deficiências físicas e mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à idade regular de matricula e os superdotados. Na terceira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- Lei nº 9394/1996, em seu Artigo 58, define educação especial como modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para os educandos com necessidades especiais.
Os parâmetros Curriculares Nacionais- PCN’s de 1997 que tratavam sobre a diversidade, diferentes capacidades e diferentes circunstâncias do sujeito, mas com os mesmos direitos de aprendizagem para o seu plano desenvolvimento.
Em 1990, criou-se o Estatuto da Criança e do Adolescente- ECA, Lei nº 8.069, que foi um marco na garantia do direito à igualdade de condições para acesso e permanência na escola. Tornando obrigatória a escolarização dos seus filhos por parte da família. Igualmente, o Plano Nacional de Educação- PNE delegando funções no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios com o objetivo de favorecer ações aos sistemas de ensino no atendimento às necessidades educacionais especiais.
O Estatuto da Pessoa com Deficiência (2015) é destinado a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoas com deficiência, visando à sua inclusão social e sua cidadania. Desta forma, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo na natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Ainda sobre o Estatuto, a pessoa com deficiência não poderá ser obrigada a se submeter a intervenção clínica ou cirúrgica, a tratamento ou a institucionalização forçada.


O poder público deve garantir à pessoa com deficiência todos os direitos políticos e a oportunidade de exercê-los em igualdade de condições com as demais pessoas.

A Política Nacional de Educação Inclusiva



A política nacional é uma ação social visando constituir políticas públicas promotoras de uma educação de qualidade repensada em mudanças estruturais e culturais, para que todos os estudantes tenham suas necessidades atendidas.

Educação Especial e Educação Inclusiva



Uma outra questão que coloca-se em pauta é "A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva  pode auxiliar no processo de inclusão, como?". Nesse vídeo podemos perceber a necessidade de uma perspectiva inclusiva na escola regular. Mas, quando o aluno não sente-se a vontade nesse sistema de ensino, a família pode optar pela escola especial de educação. Com os avanços legislativos as escolas regulares também possuem uma sala de recursos e uma professora especializada nessa área para atender ao público que precisa desse atendimento. Como dito no vídeo, estamos caminhando para a inclusão com pequenos passos mas os professores estão se ajustando para receber cada vez melhor alunos de inclusão.


O que é educação especial?



Segundo o art. 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº  9394 de 20 de dezembro de 1996; “entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de Educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
A Educação especial ocupa-se do atendimento e da educação de pessoas com deficiência e distúrbios nas interações sociais em instituições especializadas. É organizada para atender específica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais. Um ensino de qualidade vem de iniciativas que envolvem toda a comunidade escolar sendo essa professores, gestão, especialistas, pais e alunos e demais profissionais envolvidos no âmbito escola com um único objetivo em comum, uma educação de qualidade para todos.

Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva


      O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos estudantes, considerando suas necessidades específicas.
     O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação dos estudantes.  A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu progresso individual.     

META 4: Universalizar, para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super dotação na rede regular de ensino.

Leia mais sobre isso diretamente no site do MEC clicando aqui.

Dica

Uma dica de filme bem interessante sobre o tema é o antigo - mas sempre atual - Simples como Amar. 

SINOPSE 
Após passar alguns anos em uma escola especial, Carla Tate (Juliette Lewis) foi "graduada" e poderá voltar para casa de seus pais em São Francisco. Mas, apesar de ser intelectualmente limitada, Carla planeja morar sozinha, ter uma vida independente e também se libertar da presença da mãe, que a vigia de forma sufocante. Este desejo de ter seu próprio apartamento é aumentado quando conhece Danny McMann (Giovanni Ribisi), um jovem que como ela é mentalmente "lento", mas mora sozinho. Em pouco tempo Carla e Danny estão namorando e já pensam em se casar.
Esse trecho do filme postado acima pode responder de forma precisa a questão que o grupo levantou "O aluno com deficiência intelectual sempre esteve incluído na rede regular de ensino?". Para mais reflexões acerca desse filme, assista completo clicando aqui.

O que é Educação Inclusiva?


A Educação Inclusiva é um processo em que se amplia à participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. A Escola Inclusiva é um desafio, pois os sistemas pouco ou nada fazem, a inclusão exige modificações profundas, que demandam ousadia, prudência, política efetiva, oferecendo as crianças com deficiência educação de qualidade para que seja uma escola única e democrática. (BUENO, 2001, p. 27).
Para de fato ter-se uma Educação Inclusiva é necessária uma quebra de paradigmas que a sociedade em geral possui, que pessoas portadoras de deficiência não são capazes de aprender, pois são capazes ou até superiores a pessoas normais e muitas vezes já provaram isso. A Educação é direito de todos, é dever da escola adaptar-se às necessidades dos alunos, e o ensino deve ser diversificado e realizado num espaço comum a todas as crianças, onde todas participem das atividades e se sintam incluídas dentro do espaço escolar.

DICA: você encontra a citação no livro BUENO, J.G.S. “A inclusão de alunos deficientes nas classes comuns do ensino regular”. Temas sobre o Desenvolvimento. São Paulo: vol.9, n.8, 2001, p. 21-27.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dica

Uma dica de série muito interessante sobre o assunto é a Cromossomo 21. Assista o trailer em HD aqui

A história da deficiência



A história da deficiência no Brasil e no mundo, por muito tempo, foi estigmatizada e

excluída. Antes de conquistarem respeito e de fato serem inseridos na sociedade, os
deficientes eram considerados aberrações e muitas vezes os recém-nascidos eram
assassinados.

A deficiência foi, inicialmente, considerada um fenômeno metafísico, determinado

pela possessão demoníaca, ou pela escolha divina da pessoa para purgação dos pecados de
seus semelhantes. Por muito tempo, as pessoas com deficiência foram castigadas, torturadas e
até mortas. Com o passar do tempo, elas receberam dois tipos de tratamento: a rejeição e a
eliminação sumária de um lado, e a proteção assistencialista e piedosa, de outro. Com o
surgimento do Cristianismo houve uma mudança na forma pela qual as pessoas com
deficiência eram vistas e tratadas pela sociedade em geral, e elas passaram a ser acolhidas pela
Igreja.

Na Idade Média, entre os séculos V e XV, continuaram a existir, na maioria das vezes

controlados e mantidos por senhores feudais, locais para o atendimento de doentes e
deficientes. As referências históricas enfatizam, porém, o predomínio de concepções místicas,
mágicas e misteriosas sobre a população com deficiência, pois suas características eram
muitas vezes taxadas como “castigos de Deus”.

A partir do século XIX, de maneira tímida e esporádica, as pessoas com deficiência

começam a ser valorizadas como seres humanos. A assistência e a qualidade do tratamento
dado não só para as pessoas com deficiência, como para a população em geral, tiveram um
substancial avanço ao longo do século XX, com o avanço da medicina. Dessa forma, as
pessoas com deficiência começam a ter um tratamento de qualidade, dando uma atenção maior
as crianças. Começam então o desenvolvimento de programas de reabilitação específicos.

Hoje, existem exemplos de discriminação e/ou maus tratos, mas o amadurecimento das

civilizações e o avanço dos temas ligados à cidadania e aos direitos humanos provocaram, sem
dúvida, um novo olhar em relação às pessoas com deficiência.
Em nosso país, as lutas do Padre Anchieta promoveram uma nova visão frente as
deficiências, que passaram a ser tratadas de maneira científica. Em meados de 1941, D. Pedro

II construiu um hospital e organizações que acolhessem e beneficiassem as pessoas com

deficiência.
Com o passar do tempo e principalmente com o grande número de inválidos deixados
pela Primeira Guerra Mundial, aumentou o número de instituições responsáveis pelo cuidado
às pessoas com deficiência. Em prol desta clientela, a ONU, em 1981 determinou que este ano
seria o “Ano Internacional das Pessoas Deficientes” procurando conscientizar a população e
discutir propostas de reabilitação, tratamento, educação e profissionalização.





Matéria de jornal

Temos uma matéria interessante para relacionar com esse assunto! Na imagem abaixo está uma matéria do jornal O Garibaldense, do dia 24/08/2017 que mostra a inclusão sendo realmente feita!
Confira a matéria na íntegra através desse link:


Professores preparados?



Mais uma questão que surgiu foi "Os professores estão preparados para receber alunos com deficiência intelectual, incluindo-os em sala de aula?". em um primeiro momento, acreditamos que esse vídeo ilustraria essa situação.
Nota-se que a cegonha sofreu com as primeiras entregas que fez, pois não era o que ela esperava. Não era fácil nem simples. Mas, no fim, ela manteve motivada a tentar entregar tudo que lhe era dado, se esforçando, aceitando as dificuldades e criando formas de fazer o melhor possível.
Sendo assim, esse vídeo ilustra e responde a pergunta já que a vida docente é dessa forma, o enfrentamento das adversidades e a criação de formas para que tudo ocorra da melhor maneira possível. Sendo assim, os professores podem estar preparados desde que mantenham a motivação e pensem em estratégias, sem desistir.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Influência da Família



Outras questões que nos inquietaram e foram para o nosso trabalho são "A família influencia neste processo de inclusão?" e "Quais os sentimentos / percepção dos professores frente a um aluno de inclusão?". O vídeo que está linkado a seguir mostra uma criança hiperativa e sua relação com a família e escola.
Após assistir esse vídeo pensa nas crianças com Deficiência Intelectual na escola e sua relação após as aulas. Transponha usando os sentimentos apresentado como exemplo.

Educação Inclusiva e Educação Especial



Duas das perguntas secundárias da nossa pesquisa são "O que é Educação Inclusiva?" e "O que é Educação Especial?". Após muito pensar sobre isso, acreditamos que um exemplo desses assuntos seria o vídeo com link a seguir.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Exclusão, Segregação, Integração e Inclusão



Nessa imagem conseguimos entender um pouco mais sobre o assunto que estamos pesquisando aqui. São sobre questões assim que iremos no ater nesse blog :)

O Projeto



Para embasar o nosso projeto criamos uma pergunta principal e algumas perguntas secundárias que nos inquietavam. 


PERGUNTA PRINCIPAL
- Qual a percepção do professor em relação a Educação Inclusiva do aluno com Deficiência Intelectual?


PERGUNTAS SECUNDÁRIAS
- Os professores estão preparados para receber alunos com deficiência intelectual, incluindo-os em sala de aula?
- Os professores sentem-se incapacitados, acomodados ou há resistência frente a alunos de inclusão?
- Quais os sentimentos / percepção dos professores frente a um aluno de inclusão?
- Qual a formação dos professores que atuam frente a essa clientela?
- O que é Educação Inclusiva?
- O que Educação Especial?
- Educação Inclusiva e Educação Especial dialogam entre si?
- A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva  pode auxiliar no processo de inclusão, como?
- O aluno com deficiência intelectual sempre esteve incluído na rede regular de ensino?
- Há adaptação curricular para estes alunos é de grande ou pequeno porte?
- Compreender a diferença entre inclusão e integração modificaria estas práticas docentes?
- A família influencia neste processo de inclusão?
- Como a gestão escolar deve atuar perante uma inclusão?
- Quais os saberes necessários para atuação na educação inclusiva?