Durante o trabalho foi realizada uma pesquisa com 10 perguntas (que estão nas imagens) de campo onde 21 pessoas responderam a pesquisa de fora virtual. Abaixo você pode conferir gráficos com os dados que encontramos.
"Identificou-se que mais da metade do público total de respondentes possuem alguma formação específica, em pós-graduação ou extensão, para atendimento de alunos com deficiência.
"Identificou-se que mais da metade do público total de respondentes possuem alguma formação específica, em pós-graduação ou extensão, para atendimento de alunos com deficiência.
Com relação ao tempo de atuação, mais de 70% possuem 5 anos ou mais de atuação docente, sendo que 47,6% possuem mais de 10 anos. Em suma, a grande maioria dos respondentes possuem ampla formação acadêmica e extensa experiência na área, o que será válido para a análise dos demais pilares.
O segundo pilar, atuação, identificou, que apesar da grande experiência e formação destacados anteriormente, mais de 60% dos respondentes não se sentem preparados para receber alunos com deficiência intelectual e incluí-los na rede regular de ensino, ainda que 19% dos respondentes nunca tenha atuado junto a este público.
Quando questionados sobre “quais os saberes necessários para a atuação na educação inclusiva”, notou-se que algumas respostas sobressaíram-se, como por exemplo: “entender mais sobre a deficiência, suas possibilidades e limitações” e “Formação específica, adequada e continuada” estiveram várias vezes entre as respostas. Salientamos ainda que, entender as potencialidades dos alunos e que cada indivíduo é único e capaz de avançar em suas potencialidades, também estiveram entre as respostas enviadas, o que demonstra que os profissionais entendem o seu papel diante do processo de aprendizagem do aluno com deficiência e como, ele, e também a família, são essenciais para o desenvolvimento de uma educação inclusiva efetiva.
O pilar percepção abordou somente aqueles 17 respondentes que não atuam ou atuaram com algum aluno com deficiência.
Neste momento buscou-se identificar suas percepções junto a atuação com alunos com deficiência intelectual. Nota-se que apesar de anteriormente mais de 60% não se sentirem preparados para a atuação com um aluno deficiente intelectual, 94,1% sentem-se desafiados em sua atuação, e para quase a metade dos respondentes o sentimento que aflora e de curiosidade e de igualdade. Por outro lado, alguns responderam que sentem, incapacidade, resistência, ansiedade e medo, 12%, 6%, 29% e 18% respectivamente.
Com relação ao papel da família no processo de inclusão do aluno com deficiência intelectual, todos foram afirmaram que este é fundamental para que o processo de inclusão ocorra de forma plena, o que reafirma o referencial teórico pesquisado, uma vez que a troca de informações entre família e escola permite que o processo de inclusão sejam conduzido de forma a atender as necessidades específicas daquele aluno.
A próxima pergunta realizada buscou identificar exatamente esta situação, ou seja, a extensão da adaptação realizada. Neste sentido observou-se que 76,4% dos respondentes afirmaram que a adaptação é de moderada a total, e apenas 1 respondente afirmou não realizar nenhuma adaptação para o aluno com deficiência intelectual, sendo que o aluno apenas acompanha o conteúdo com os demais colega.
Por fim, o último pilar tratou exclusivamente das adaptações realizadas. Utilização de situações do cotidiano do aluno e que sejam significativas para os alunos foi a adaptação que todos os respondentes afirmaram utilizar. Utilização de materiais concretos também foi uma adaptação muito utilizada com 93,8% de respondentes utilizando-os. Comunicação alternativa e vivências corporais tiveram 56, 3% e 43,8% de utilização respectivamente. Arteterapia, música e atividades nas docências compartilhadas foram citadas por apenas um docente.

Apesar das respostas acima, 15 dos 16 respondentes finais entenderam que estas adaptações são suficientes para atender as necessidades dos alunos apenas em parte, pois em muitos casos há falta de recursos para um atendimento mais completo, mas o que mais impede uma adaptação e acompanhamento mais adequado deste alunos é a falta de tempo do docente, visto necessita acompanhar o desenvolvimento de toda a turma, e na maioria dos casos não há o acompanhamento de um monitor para a auxílio mais próximo ao aluno com deficiência intelectual. Outro ponto importante que se destaca nas respostas, é que a adaptação nem sempre é efetiva, pois falta apoio dos demais integrantes do sistema, como expresso na resposta “Algumas famílias dos outros alunos nem sempre compreendem a importância da inclusão”.

Apesar das respostas acima, 15 dos 16 respondentes finais entenderam que estas adaptações são suficientes para atender as necessidades dos alunos apenas em parte, pois em muitos casos há falta de recursos para um atendimento mais completo, mas o que mais impede uma adaptação e acompanhamento mais adequado deste alunos é a falta de tempo do docente, visto necessita acompanhar o desenvolvimento de toda a turma, e na maioria dos casos não há o acompanhamento de um monitor para a auxílio mais próximo ao aluno com deficiência intelectual. Outro ponto importante que se destaca nas respostas, é que a adaptação nem sempre é efetiva, pois falta apoio dos demais integrantes do sistema, como expresso na resposta “Algumas famílias dos outros alunos nem sempre compreendem a importância da inclusão”.
Analisando o ponto central desta pesquisa, que é a percepção da educação inclusiva, pode-se concluir que apesar de atualmente os professores que atuam junto ao público de deficientes intelectuais possuir formação adequada e experiência na docência, ainda há muito o que evoluir para que o processo de inclusão ocorre de maneira completa, muito pelo contexto em que o professor está inserido, como por exemplo, falta de tempo para uma atenção mais especial à estes alunos, escassez de recursos financeiros, não permitindo adaptações mais completas, e falta de apoio da família e da comunidade escolar.
Desta-se também neste contexto que, quanto melhor preparado tecnicamente com formação que permita conhecimentos específicos sobre a deficiência intelectual, mas fácil será o processo de adaptação destes alunos e menor será o sentimento de incapacidade dos docentes frente a este público."




