A ideia de integração surgiu para derrubar a prática de exclusão
social a que foram submetidas as pessoas deficientes por vários
séculos. A exclusão ocorria em seu sentido total, ou seja, as
pessoas com deficiência eram excluídas da sociedade para qualquer
atividade porque antigamente elas eram consideradas inválidas, sem
utilidade e incapazes para trabalhar, características atribuídas a
todos que tivessem alguma deficiência.
Em
1990, aconteceu a Conferência Mundial sobre Educação para Todos.
Através dessa conferência, que a partir de então toda criança tem
o direito à educação e ao acesso aos conhecimentos. E que as
escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas
ou outras.
A
inclusão é um processo de inserção da Pessoa com Necessidade
Especiais no ensino regular, e faz parte do processo educacional, ou
seja, pode ser definido como aquele que tem por objetivo incorporar
física, cognitiva e socialmente as pessoas com deficiência, a fim
de usufruírem dos bens socialmente produzidos, habilitando-as,
oferecendo-lhes os instrumentos contemporâneos para o exercício da
cidadania.
No
âmbito escolar pode ser utilizado três elementos básicos como a
inclusão temporal no qual pressupõe a preparação da criança e do
ambiente para receber o aluno; inclusão instrucional que proporciona
condições favoráveis na sala regular que facilitam o processo de
aprendizagem; e por fim a inclusão social que refere-se ao
relacionamento entre a criança com necessidades especiais e seus
companheiros que não são Pessoas com Necessidades Especiais dentro
do grupo escolar.
De
acordo com Sassaki (1997, p.41) a inclusão social pode ser
conceituada como o processo pelo qual a sociedade se adapta para
poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com
necessidades especiais e, simultaneamente estas se preparam para
assumir seus papéis na sociedade.
Portanto,
a inclusão social é um processo que contribui para a construção
de um novo tipo de sociedade através de pequenas e grandes
transformações, nos ambientes físicos (espaços internos e
externos, equipamentos, aparelhos e utensílios, mobiliário e meios
de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas. Sendo assim as
escolas devem se adequar de forma a eliminar barreiras físicas que
possam impedir o acesso de Pessoas com Necessidades Especiais em seu
interior e modificar seus métodos, quando se fizer necessário, para
que seus serviços sejam oferecidos a todas as crianças.
DICA: você pode aprofundar os estudos sobre esse assunto no livro - SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1991.

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