Texto: Revalorização do livro diante das novas mídias- Veículos e linguagens do mundo contemporâneo: A educação do leitor para as encruzilhadas da mídia.
Resumo:
Por anos, os livros foram os meios de transmissão do conhecimento científico mais utilizados, os quais eram fundamentais nas escolas. Porém, com a chegada dos meios de comunicação em massa (televisão, internet, cinema, etc), isso mudou.
Segundo o autor, a educação e consequentemente também o ensino tem a ver com o aprimoramento das pessoas para a vida em sociedade, ou seja, os alunos são apresentados a uma série de conteúdos e a partir disso desenvolvem competências, atitudes, valores, posicionamentos se tornando cidadãos e dando novos rumos para a educação e sociedade.
Percebe-se então, que os meios de comunicação vêm evoluindo a cada instante chegando aos nossos sentidos de variadas formas, visando diálogos e interações, movimentando ideias, havendo interlocuções entre os indivíduos e influenciando a vida das pessoas.
Desta forma, estas mudanças no universo da mídia chegaram até as escolas e tornaram mais amplo e significativo o conceito de alfabetização e letramento. Porém, é necessário que os educadores levem em consideração a potencialidade de todas as mídias existentes na sociedade, não deixando que algumas destas mídias se apaguem e outras se sobressaiam durante o processo de ensino e aprendizagem. Sendo assim, cabe a escola e aos educadores selecionarem criticamente os meios de comunicação percebendo o conteúdo a ser trabalhando e justificando a escolha da mídia pensando na aprendizagem do educando e no seu desenvolvimento.
No entanto, refletindo na realidade da educação brasileira, levando em conta também toda a situação política do país, que de governo em governo não mostra perspectiva de melhora e maior investimento na educação, ainda existem alguns desafios e carências para que se chegue a uma educação e uma vivência midiática autêntica em nossas escolas. Um destes desafios são os próprios meios midiáticos dentro das escolas, os quais, são poucos, e quando existem e quebram, ficam meses escanteados esperando manutenção ou conserto. Sendo assim, muitas vezes o ensino se reduz apenas a livros e textos orais e escritos. Outro desafio são as salas que não estão preparadas para receber estes recursos e principalmente a formação / atualização de professores para trabalhar com estas mídias, uma vez que muitos deles não sabem manejar os recursos e não se atualizam, permanecendo apenas e unicamente no livro didático e na teoria tecnicista.
Ainda como desafio, percebe-se que é mais fácil e prático a produção de um lápis e um caderno, a impressão de livros e construção de uma biblioteca na escola. Pensando mais adiante, a construção de uma sala de projeção, um ateliê de pintura, laboratórios e teatros precisaria de uma mudança arquitetônica considerável nas escolas, bem como, um amplo investimento para que sejam adquiridos materiais e seja feita esta reorganização. Infelizmente, as escolas permanecem praticamente iguais em sua estrutura e organização desde que começaram a existir e estes recursos midiáticos, ao invés de serem vistos como imprescindíveis para a educação, acabam por serem considerados como supérfluos e superluxuosos dentro do espaço escolar. Diante disso, continuam as gambiarras arquitetônicas nas escolas, as quais, a fim de atender políticas impostas, acabam por seguir modismos tecnológicos sem o devido preparo dos professores.
Entende-se então, que os recursos midiáticos são de extrema importância para a alfabetização dos alunos, porém, não deve-se passar para um segundo plano a linguagem e comunicação escrita, uma vez que esta também é muito importante para a aprendizagem. Desta forma, cabe a escola mesclar ambas as formas de comunicação em favor do desenvolvimento de competências dos alunos, decidindo criticamente qual linguagem e comunicação será utilizada para o melhor aprendizado e compreensão dos conteúdos.
Vale também salientar que os educadores devem orientar seus alunos de que a interação excessiva com mídias virtuais pode causar isolamento, solidão, exclusão social, e o indivíduo pode acabar “esquecendo-se” do mundo real e da interação entre seres de carne e osso, neurotizando-se e auto excluindo-se. No entanto, este excesso de informações, faz com que não saibamos selecionar o que é realmente relevante em nossas vidas. Sendo assim, esta orientação aos alunos também é importante, uma vez que eles devem ser orientados a não acreditar em tudo o que ouvem e veem, pois nem sempre estas fontes são confiáveis. Devem, acima de tudo, serem orientados a ter um olhar crítico e sábio diante destas inúmeras informações.

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